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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Saiba tudo sobre pintura automotiva - Aplicação


Para ser aplicada a tinta deve passar por: pré-tratamento, KTL, estufa, primer e acabamento

Aplicação: Até chegar ao resultado final, as peças se submetem a um longo processo. Primeiro é o pré-tratamento seguido do KTL, onde recebem a produção anti-corrosiva. Em seguida, são elas mandadas para a secagem na estufa e, depois de secas, vão para o primer, a primeira pintura. “A última etapa é o acabamento, onde é aplicada uma base e depois o verniz, para dar brilho”, afirma Cláudia Uehara, coordenadora técnica do laboratório de desenvolvimento de cores da Basf. A única peça que exige uma pintura especial é o para-choque, que exige uma outra aplicação por ser plástico.
Na repintura, o processo é um pouco diferente. “A maioria das tintas de repintura automotiva é aplicada por meio do sistema de automização em que é usada uma pistola de trabalho que funciona com ar comprimido. Os equipamentos mais modernos já não ‘sugam’ mais a tinta. Eles trabalham com um sistema de administração de materiais por gravidade. Isso aproveita melhor o material, dá um excelente acabamento e também garante um redução de até 30% na emissão de compostos orgânicos voláteis”, diz Marco Pargas, supervisor do segmento de alta tecnologia de repintura da DuPont.

Dica: A manutenção da pintura é simples. “É aconselhável que o condutor lave o carro com produtos neutros, para que não ter problema com a acidez ou alcalinidade”, afirma Penalva. A cera é recomendada para carros mais velhos e os que estão com a pintura desgastada. Mas, nas grandes cidades, essa necessidade é antecipada. “A própria exposição à chuva e à poeira vai desgastando a pintura”, afirma o gerente técnico da Basf.
Outra recomendação está na maneira de lavar o carro. Deve-se evitar alguns lava-rápidos. “Por tratar-se de uma ‘linha de produção’, alguns estabelecimentos não possuem o devido cuidado com a mistura de sabão e água, podendo esta mistura at
é ser reutilizada. Soma-se a isso o uso do mesmo pano com impurezas acumuladas de outros carros, o que pode riscar a pintura”, afirma Praga. Para o condutor mais cuidadoso, o supervisor do segmento na DuPont, indica: “a utilização de ceras feitas a base de óleo de carnaúba ajudam na manutenção e dificultam o acúmulo de impurezas na superfície do carro. Sem dúvida, as cores escuras exigem mais cuidados, pois qualquer risco ou mancha fica em evidência”.

Polimento e Cristalização: A idade do carro não afeta somente a parte mecânica, mas também a pintura. A cor fica mais desgastada, surgem manchas e até rachaduras. Esses sinais indicam que o veículo precisa de mais cuidados. “Toda a exposição à intempérie (chuva, areia, folhas) pode desgastar a pintura. Em locais com chuva ácida, isso ocorre mais rapidamente”, diz Penalva.
Para recuperar o brilho perdido, uma dica é recorrer ao polimento. “Visa corrigir possíveis imperfeições da camada de acabamento final ou meramente a eliminação de pequenas impurezas”, afirma Pargas. Com o tempo, a tinta vai perdendo o verniz,
que é recuperado pela técnica. “O verniz é que perde o brilho, e o polimento o recupera. Em um carro que é melhor cuidado, pode durar até 3 meses”, afirma Eduardo Hochheim, sócio-proprietário da Hochheim. Na indústria esse procedimento também é usado. O polimento auxilia na extração de impurezas que caíram durante a produção, acumulo de tinta e também as rebarbas que podem aparecer durante o processo de pintura. Mas não se deve abusar da prática. O uso excessivo do polimento pode remover a camada protetora o e verniz, devido ao seu processo inicial de desgaste para conseguir reparar a pintura.O serviço é delicado e pode demorar até um dia para ficar pronto. O preço gira em torno dos R$ 200.
Depois do polimento a outra opção é recorrer a cristalização. “É a aplicação de uma cera de proteção que não agride a superfície aplicada”, declara Pargas. Cria-se uma película de teflon (um material que não reage com outras substâncias) impermeável q
ue impede que a sujeira atinja a pintura. O uso é ilimitado, já que o ideal é que seja feito a cada seis meses. Porém, é indicado que o polimento seja feito primeiro. “O polimento é o responsável pela recuperação do brilho, a cristalização só mantém”, afirma Hochheim.


O polimento é o responsável pela recuperação do brilho, a cristalização só mantém”, afirma Hochheim

Fonte: Auto Esporte

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