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Sem dúvida, uma roda de tamanho grande (aro 15 pra cima) é um dos itens que mais chama atenção em um automóvel, costumo dizer que é o que dá vida a qualquer personalização. É uma alteração frequentemente acompanhada de alteração de suspensão, esta já tratada em artigo anterior; portanto, vamos teorizar o caso de um veículo que tenha tido trocadas apenas as rodas, ok?
Então vejamos. Primeiramente, é importante destacar que existem centenas de espécies de veículos em circulação no Brasil e cada uma delas vem equipada de fábrica com diversos tipos e tamanhos de rodas. Com isso, seria no mínimo ridículo imaginar que todos os policiais fossem obrigados a conhecer todos os inúmeros modelos de automóveis já lançados, e qual o tamanho de roda que equipa cada um deles. Realmente, é ridículo e inexigível, tanto que a lei não impõe nenhuma restrição a alteração de rodas e pneus!
Art. 1º - Proibir a circulação no território nacional de veículo automotor equipado com rodas diferentes das originais, que ultrapassem os limites externos dos pára-lamas.
Parágrafo Único - É vedada a ampliação da largura original do pára-lama do veículo.
Art. 2º - O diâmetro externo do sistema de rodagem (conjunto pneu e roda) e a suspensão originais do veículo não podem ser alterados. (Alteração trazida pela Res. 569/81)
Na época, aquela resolução vinha regulamentar o então artigo 39 daquele antigo Código, que tem por equivalente o atual art. 98 do Código de Trânsito Brasileiro, responsável pela limitação das alterações de características.
Em 1998, o atual Código de Trânsito entrou em vigor, revogando expressamente o Código anterior 1966. Existe em Direito um princípio básico chamado “accessorium sequitur principale”, ou seja, “o acessório segue o principal”. Como aquela resolução 533 existia apenas e tão somente para orientar a aplicação do então art. 39 daquele antigo Código, uma vez que este tenha sido revogado obviamente a tal resolução, acessória ao art. 39, perdeu totalmente o sentido! Sofreu o que chamamos revogação lógica, juntamente com o resto do Código Nacional de Trânsito de 1966.
Além disso, tivemos em 1998 a edição da Res. 25/98 do CONTRAN, nossa velha conhecida, que trata da exata mesma matéria. Ora, se hoje nós temos outro código, se temos um artigo que condiciona as alterações de característica (art. 98) e se temos uma resolução que disciplina sua aplicação, é bastante óbvio que a antiga dupla art. 39 + Res. 533 estão mortos e enterrados. Para efeitos de alterações de características, o que vale hoje é o art. 98 do Código de Trânsito Brasileiro, aliado à Res. 25/98 do CONTRAN.
E antes que me perguntem qual a relevância da revogação da Res. 533/78, explico: Com isso, não apenas deixa de valer os artigos citados acima, pelo qual seria proibida a alteração de roda, como também, informo-lhes que a Res. 25/98, hoje vigente, não traz nenhuma proibição à alteração de rodas e pneus, e nem ao menos condiciona sua utilização.
Com isso, se não é proibido, se não é condicionado à homologação dos órgãos estaduais, e sabendo que pela Constituição Federal a todo cidadão é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíba expressamente, rodas e pneus podem ser alterados livremente, sem limite tala ou diâmetro.
Como sempre, qualquer atitude tomada pelas autoridades de trânsito que contrariem essa realidade, estarão também contrariando a lei, incidindo na prática de Crime de Abuso de Autoridade.
Fonte: xpeedclub.com.br
Seguindo a tendência dos carros "tunados" e tendo também como foco aumentar a segurança e o conforto nas estradas e no trânsito, as luzes de xenon se tornaram cada vez mais presentes nos automóveis brasileiros. Há muito pouco tempo esse dispositivo era utilizado somente em carrões de luxo, como Audi, BMW e Mercedes-Benz, sendo incorporado inclusive como item de fábrica. Hoje em dia o farol de xenon se popularizou e pode ser instalado na maioria dos veículos que rodam por aí, desde os mais populares até os luxuosos e utilitários.
A instalação de um kit de xenon é um procedimento simples de ser executado, contanto que seja feito por profissionais capacitados, de acordo com algumas regras, que envolvem inclusive a legislação brasileira. Em primeiro lugar, o técnico deve tomar cuidado com aplicação correta do produto em cada veículo, compatíveis com os modelos de lâmpadas H1, H4, H7 e HB4.
A legislação brasileira através da resolução do CONTRAN 692/88 determina que a potência elétrica máxima de uma lâmpada automotiva deve ser de 68W, sendo que os modelos de xenon têm 35W. Outro requisito controlado pela lei é a temperatura de cor, ou seja, quanto maior a temperatura de cor da luz emitida mais branca ou azulada será a uma lâmpada.
"No caso das lâmpadas originais de fábrica, a temperatura é de 3.300 k, enquanto as de xenon têm 6.000 K, permitidos pela legislação. Ainda tem a questão do ofuscamento, na qual a linha de corte não pode atrapalhar o carro contrário, sempre abaixo do espelho retrovisor", explica Ivan Lellis, da Philips Automotive.
As vantagens do Xenon
Muitos consumidores priorizam o quesito beleza ao instalar um kit de xenon mas, com certeza, outros fatores mais favoráveis são levados em consideração, como a quantidade de luz emitida - cinco vezes maior do que as lâmpadas convencionais - o que aumenta a segurança e o conforto dos motoristas, inclusive os que vêm no sentido contrário do carro equipado.
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Alta luminosidade, baixo consumo de energia, distribuição precisa da luz e emissão de luz branca brilhante do tipo "luz do dia" são as principais vantagens os faróis de xenon. A vida útil de uma lâmpada de xenon é acima de 2.500 horas enquanto as convencionais têm média de 300 horas de durabilidade.
Uma lâmpada de xenon é do tipo HID (High Intensity Discharge - descarga de alta intensidade), ou seja, é uma lâmpada de descarga de alta pressão preenchida com uma mistura de gases nobres, como o xenônio.
Nesse produto não existe o filamento, como na lâmpada halógena, o arco de luz é criado entre dois eletrodos. O Xenon HID, por ser de descarga de gás, possui um ignitor eletrônico para acender rapidamente e necessita de um reator eletrônico para funcionar corretamente.
Já é possível encontrar no mercado de reposição as lâmpadas de xenon para substituir quando queimam. O reator não queima nem quebra, somente teria problemas por efeitos externos
Instalação
Existem dois tipos de kit xenon: o que funciona com uma lâmpada para farol baixo e outra para farol alto e o que conta com uma única lâmpada para as duas funções. Nesse caso, uma unidade eletrônica de controle faz a mudança de alto e baixo, o que chamam de bi-xenon. Um kit xenon contem as lâmpadas, o reator, o starter e os chicotes para conexão, que são ligados nos chicotes antigos. O técnico da Micar, Darwin Costa, que efetuou esse procedimento numa Nissan Pathfinder, comentou que as ferramentas necessárias são as básicas, como alicates e chaves de fenda.
1) Em alguns veículos é necessário remover o pára-choques para instalar o kit xenon, em seguida retire o farol.
2) Agora, solte a lâmpada do farol. Tome cuidado com as buchas e travas que prendem a peça.
3) Coloque a lâmpada de xenon no farol, sem pegar no bulbo da lâmpada, segurando na parte de borracha. Separe o conjunto para instalar depois.
4) Conecte o chicote na bateria e no chicote original do veículo. Ligar os fios positivo, de 12V e os fios terra. O fio de 12V é conectado no pólo positivo da bateria e os dois fios terra devem ser presos na lataria do carro. Organize os fios com abraçadeiras.
5) Em seguida, faça a conexão dos chicotes do kit xenon com o chicote original do carro.
6) Passe o chicote para o outro lado para poder fazer a ligação no outro farol.
7) Instale o conector da central eletrônica, que faz o controle do farol alto e baixo
8) Encaixe o outro lado do conector no starter, que já está preso no reator.
9) Coloque o farol de volta com os conectores do chicote no local correto.
10) Escolha um lugar para a fixação dos starters, coloque a fita dupla-face e organize os fios com as abraçadeiras.
11) O próximo passo é conectar o chicote do kit xenon na lanterna.
12) Por fim, recoloque o farol com o kit de conversão xenon instalado.
Lâmpadas incandescentes convencionais
o Emissão de luz através do aquecimento do filamento (tungstênio), a partir de uma tensão elétrica aplicada em seus terminais
o Amplamente utilizadas na sinalização interna e externa, como lâmpadas para freios, lanternas e painéis
o Gás de preenchimento: Argônio (99%) e Nitrogênio
Lâmpadas incandescentes halógenas
o Emite luz através do aquecimento do filamento (tungstênio), a partir de uma tensão elétrica aplicada em seus terminais.
o Aplicação em faróis baixos, altos e auxiliares
o Gás de preenchimento: Criptônio
o Vida da lâmpada sensível à variação de tensão
o O preenchimento com gás halogênio proporciona a regeneração do filamento através da re-deposição das partículas evaporadas de tungstênio, prolongando a vida útil da lâmpada.
Lâmpadas de descarga de gás (Xênon)
o Através da alta tensão de ignição (até 20kV), os elétrons (leves) movem-se rapidamente e colidem com os lentos íons (pesados) e inicia-se aí o processo de ionização que gera a luz
o Muito utilizado em faróis baixo e alto
o Gás de preenchimento: mistura de gases nobres com xenon
o Necessita de um reator e um "starter" para funcionar
o Alta eficiência luminosa, menos consumo de energia, maior vida útil e luz mais branca (4200K ~ 6000K)